• 1975
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    Prefeito

    Resumo

    Tornar São Paulo uma cidade mais planejada e, consequentemente, mais funcional são as principais marcas da gestão de Olavo Egydio Setubal na prefeitura municipal no período de 1975 a 1979. Nesse sentido, planejar o futuro da metrópole se traduziu em obras fundamentais de urbanização e reurbanização, e também de reestruturação e investimento no setor de transportes coletivos. Priorizar a máquina administrativa, dinamizando-a, além de sanear e revitalizar as finanças, foram ações salutares para a consecução dos objetivos. Agregar os dois movimentos complementares de planejamento e execução foi o desafio permanente.

    Reforma Administrativa

    Implantada em abril de 1975, a reforma administrativa reestruturou o organograma da prefeitura e realinhou atribuições de diferentes secretarias, além de descentralizar alguns serviços e áreas de atuação visando à criação de subprefeituras. Em linhas gerais, o decreto de 17/04/1975 operou as seguintes mudanças:

    • redefinição das atribuições da Secretaria dos Transportes, que passou a ser exclusivamente operacional a partir da criação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET);
    • reorganização da Secretaria de Obras, que passou a chamar-se Secretaria de Vias Públicas e incorporou em suas atribuições projetar e construir o sistema viário, prevendo ainda iluminação, cadastramento e mapeamento das mesmas;
    • remanejamento das ações da Secretaria de Serviços Municipais, que passou a se chamar Secretaria de Serviços e Obras e ficou encarregada de construções não-viárias e dos serviços públicos municipais;
    • reativação da Comissão da Reforma Administrativa Municipal;
    • transformação da Coordenadoria de Administrações Regionais em secretaria municipal;
    • transformação da Secretaria de Bem-Estar Social em coordenadoria;
    • criação da Secretaria de Serviços Internos, desmembrada da Secretaria de Negócios Jurídicos;
    • transformação do Departamento de Compras em Departamento de Materiais;
    • criação da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano;
    • extinção das secretarias de Abastecimento e de Turismo e Fomento;
    • reformulação do Gabinete do Prefeito em sua estrutura, com a desvinculação da Coordenadoria Geral do Planejamento, equiparada a uma secretaria, e criação de três conselhos intersecretariais — Administrativo; de Transportes e Desenvolvimento Urbano; e de Desenvolvimento Social —, todos presididos pelo prefeito.

    Finanças

    De 1975 a 1978 foram tomadas medidas tendo em vista solucionar questões financeiras da Prefeitura de São Paulo:

    • dinamização da cobrança da dívida ativa do município;
    • redefinição das prioridades orçamentárias e racionalização das tarefas administrativas;
    • contratação de financiamentos internos e externos.

    Vias Públicas e Saneamento

    O objetivo principal da Secretaria de Vias Públicas durante a gestão Olavo Egydio Setubal foi desafogar o tráfego nas tradicionais vias radiais. Daí, o investimento em abertura de avenidas de fundo de vale que, além dessa função, permitiram a canalização de rios e córregos e saneamento das áreas de abrangência. Principais ações:

    • construção de 68 quilômetros de vias arteriais, 22 quilômetros de vias vicinais e implantação de 160 quilômetros de galerias;
    • pavimentação de 700 quilômetros de avenidas e aumento em 50% da rede pública de iluminação;
    • construção do complexo Aricanduva, com canalização do rio de mesmo nome, construção simultânea de avenida marginal com 5 quilômetros de extensão e de grande coletor de esgotos;
    • construção de ponte de ligação da Marginal do Rio Pinheiros com a Avenida Bandeirantes;
    • ligação da Avenida Bandeirantes com a Via Imigrantes.
    • ligação entre as avenidas Brasil e Sumaré, com a construção de viadutos sobre as ruas João Moura e Oscar Freire e passagem da Avenida Dr. Arnaldo sob viaduto.

    Trânsito

    Em 1975, o Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) passou a dedicar-se exclusivamente aos problemas de trânsito. No ano seguinte foi criada a CET — como suporte tecnológico ao DSV —, que chegou a colocar engenheiros, arquitetos e técnicos nas ruas junto aos policiais de trânsito com a tarefa de manter o fluxo livre especialmente nos horários de pico.

    Acreditando que a execução de pequenas obras traz um resultado melhor, em quatro anos de gestão cerca de 10 mil intervenções foram feitas buscando dar fluidez ao tráfego da cidade de São Paulo. Apoiada na prática de modernos conceitos e técnicas de engenharia de trânsito, essas intervenções aliaram baixo custo e alta capacidade de execução o que permitiu um sensível desafogo nos grandes congestionamentos.

    Outras ações foram fundamentais:

    • investimento na informatização do sistema de controle de semáforos, denominado Projeto Semco, que reduziu de 20% a 40% o tempo médio de alguns percursos;
    • reelaboração do sistema de sinalização da cidade, por meio do Programa de Orientação de Tráfego;
    • divisão da cidade em ZITs (Zonas de Interesse de Tráfego), o que permitiu a elaboração de um sistema cartográfico de trânsito;
    • estabelecimento de regras de tráfego para caminhões conforme largura, altura e peso dos veículos;
    • criação do Programa de Redução de Acidentes de Trânsito, com investimento em ações educativas nas escolas e exibições de filmes educativos na TV;
    • implantação da Ação Centro, com construção de calçadões priorizando o pedestre, regulamentação do tráfego de ônibus e táxis e supressão de tráfego de veículos particulares em áreas do chamado centro velho, na região da Praça de Sé, e do centro novo, nas imediações do Teatro Municipal;
    • implantação de faixas privativas de ônibus ao longo de 60 quilômetros dos principais corredores de tráfego da cidade.

    Transporte Coletivo

    O investimento na melhoria do serviço de transporte coletivo da cidade exigia a recuperação financeira da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) e o realinhamento radical do sistema de permissões para operações de empresas particulares. A cidade foi dividida em 23 setores de operações exclusivas, cada um sob a responsabilidade de uma empresa ou de um consórcio. Com isso diminuiu para menos da metade o número de permissionárias a atuar no setor, ficando apenas as que apresentavam condições técnicas e financeiras de oferecer o serviço.

    Além desse novo desenho e do saneamento financeiro da CMTC, foram feitos investimentos também:

    • em um plano de construção de 70 novos terminais;
    • na renovação e duplicação da frota, com um aumento de 109% da mesma;
    • no retorno do uso do trólebus como alternativa mais barata e ecológica.

    Metrô

    Diante da retraída capacidade de expansão do metrô, por ser um investimento que extrapola os limites municipais, a prefeitura propôs a transferência do controle acionário da Companhia do Metrô para a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que tem o estado como acionista majoritário, corrigindo desse modo uma distorção: enquanto os outros metrôs do mundo recebiam aporte dos níveis federal, municipal e estadual, em São Paulo os subsídios recaíam todos sobre o município.

    Investimentos no metrô ao longo de quatro anos de gestão:

    • integração da linha norte-sul e definição da linha leste-oeste como corredor integrado de transporte. A integração com as linhas de ônibus passou também a ser tarifária;
    • construção da linha leste-oeste de metrô;
    • inauguração da Estação Sé em 1978, após obra urbana de grande porte, com implosão do Edifício Mendes Caldeira (técnica inédita no país até então) e incorporação da Praça Clóvis Bevilácqua;
    • criação do projeto do futuro Terminal Intermodal da Barra Funda.

    Urbanização E Reurbanização

    Em março de 1977 foi criada a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, com o objetivo de ordenar o desenvolvimento da cidade. Para tanto foram colocados a seu serviço dois importantes instrumentos operacionais: a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP). A reativação da Cohab proporcionou a construção de 11.811 casas populares entre os anos de 1975 e 1978.

    Durante essa gestão, a Emurb empreendeu programa de revitalização do centro da cidade e a execução dos planos de reurbanização do Jabaquara e do Brás, financiados pelo Banco Nacional de Habitação (BNH).

    Projetos empreendidos no setor:

    • construção e ampliação de parques e praças, perfazendo mais de 12 milhões de metros quadrados de área verde — Parque do Carmo (Itaquera), Parque Piqueri (Tatuapé); Parque São Domingos e Parque Vila dos Remédios (Pirituba-Perus), Parque Anhanguera (junto ao Complexo Rodoviário Anhanguera-Bandeirantes);
    • revitalização do centro: reformas do prédio Martinelli, do Largo de São Bento, do Viaduto Santa Ifigênia, do centro histórico em torno do Pátio do Colégio e da Praça da Sé, entre outros;
    • construção de 60 mil metros quadrados de áreas exclusivas para pedestres no centro (calçadões).
    • ajuste na Lei do Zoneamento, com o intuito de torná-la praticável evitando o deterioramento de prédios por inexequibilidade das normas;

    Em 1976 foi apresentada, pela Coordenadoria Geral de Planejamento (COGEP) no 20o. Congresso dos Municípios, sugestão inovadora para legislação sobre o uso do solo urbano, a Lei do Solo Criado, que vincularia ao direito de propriedade o direito de construir apenas a área equivalente à superfície do terreno, em qualquer ponto da cidade onde o mesmo se situe. A proposta previa ainda que a cada edifício construído corresponderia uma área livre em outro ou outros terrenos.

    DESENVOLVIMENTO SOCIAL

    EDUCAÇÃO

    A Secretaria Municipal de Educação reuniu esforços para ampliar e melhorar a qualidade do ensino público sob sua responsabilidade. Para tanto foram tomadas as seguintes medidas:

    • realização do Censo Escolar em 1977, após 43 anos. O censo encontrou 2.495.354 habitantes com até 18 anos de idade, sendo que, destes, mais de 1 milhão não frequentava a escola. A partir dos dados do censo, foi elaborado um planejamento educacional a fim de corrigir distorções;
    • ampliação de vagas na faixa do ensino obrigatório, dos 7 aos 14 anos, de modo a garantir acesso à escola a todas as crianças do município;
    • expansão da rede de ensino e ampliação do corpo docente;
    • implantação do ensino pré-escolar na Rede Municipal de Ensino;
    • destinação de cerca de 14% do orçamento da Secretaria Municipal de Educação a programas de assistência escolar (merenda, dentista, psicólogo).

    CULTURA

    A Secretaria Municipal de Cultura, desmembrada em janeiro de 1975 da Secretaria de Educação, revitalizou a atuação oficial no movimento cultural de São Paulo. Exemplo disso foi a abertura do Teatro Municipal a espetáculos populares. Algumas das ações adotadas:

    • reforma da Biblioteca Mário de Andrade;
    • planejamento do edifício-sede do Departamento de Bibliotecas Públicas, ao lado da Estação Vergueiro do Metrô ;
    • recuperação da Casa nº 1 do Pátio do Colégio e do Mercado de Santo Amaro, Sítio da Ressaca, Sítio Morrinhos e prédio do Gasômetro, entre outros;
    • contratação de 15 renomados artistas brasileiros para criação de um conjunto escultórico na Praça da Sé: Bruno Giorgi, Franz Weissmann, Amilcar de Castro, Francisco Stockinger, Mario Cravo Júnior, Felícia Leiner, Caciporé Torres, Sérgio Camargo, Rubem Valentim, Domenico Calabrone, Nicolas Vlavianos, Yutaka Toyota, José Resende, Marcelo Nitsche e Ascânio Monteiro.

    LAZER E ESPORTES

    A Secretaria Municipal de Esportes, por meio de seus departamentos, desenvolveu um trabalho voltado à massificação do esporte e qualificação técnico-esportiva do atleta. Para isso:

    • construiu 30 clubes desportivos municipais (e mais 144 foram planejados);
    • implantou o programa Ruas do Lazer, em que ruas de vários bairros da cidade são fechadas ao tráfego para lazer da população;
    • implantou os passeios na cidade — Passeio a Pé pela Cidade de São Paulo, Passeios sobre Patins, Passeio a Nado, Passeios Ciclísticos;
    • lançou em 1975 a campanha Adote um Atleta, em que empresas particulares ofereciam bolsas de estudo a jovens atletas;
    • construiu o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em área de 10.500 metros quadrados integrada ao Centro Cultural e Esportivo do Ibirapuera.

    SAÚDE

    Melhorar a capacidade operacional de atendimento ao público diante de um grande crescimento da demanda dos serviços de saúde exigiu uma atenção particular da prefeitura à Secretaria de Higiene e Saúde, especialmente por intermédio da reforma administrativa no sentido de reestruturá-la e dotá-la de meios de aproveitar ao máximo os seus potenciais e recursos.

    Principais realizações:

    • construção de postos de saúde em Jaçanã, Bororé, Itaim-Bibi e Jabaquara;
    • inauguração, em 1979, da primeira ala do Pronto-Socorro de Pirituba, com 50 leitos;
    • início da construção, em 1979, do Pronto-Socorro do Jabaquara, com capacidade de 200 leitos, o primeiro no Brasil especializado em politraumatismo;
    • desapropriação de áreas em Itaquera, Campo Limpo, Itaim Paulista e Vila Progresso para construção de novos prontos-socorros;
    • reforma e ampliação do Posto de Saúde da Vila Maria, do Posto de Saúde da Vila Nívea e do Centro de Controle de Zoonoses;
    • em 1979, reformas em andamento do Pronto-Socorro da Lapa, do Hospital Municipal Tide Setubal, do Hospital Infantil Menino Jesus, do Hospital Municipal Ignácio Proença de Gouvêa e do Hospital Municipal do Tatuapé;
    • construção, na zona norte, do Hospital São Camilo, um convênio da prefeitura com uma sociedade beneficente, contando com 650 leitos;
    • assinatura de convênios com estado, união e hospitais particulares para aumento da oferta de leitos, suprindo carências que o município não conseguia atender;
    • assinatura, em 1977, de convênio com o estado e participação técnica das Organizações Pan-americanas e Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde no combate às zoonoses;
    • duplicação do número de animais vacinados em campanha preventiva.

    PROMOÇÃO SOCIAL

    As ações de promoção de bem-estar social da prefeitura foram desenvolvidas em duas vertentes: a Coordenadoria do Bem-Estar Social, integrada à Secretaria das Administrações Regionais, e o Corpo Municipal de Voluntários (CMV), criado em 1975 por iniciativa de dona Tide Setubal, esposa do prefeito, falecida em 1977.

    Suas principais ações:

    • aumento do número de creches em regime de semi-internato;
    • programas de orientação socioeducativa para crianças de 7 a 14 anos, com atividades fora de horário escolar (prática de esportes, orientação profissional, acompanhamento escolar, complementação alimentar);
    • programa de formação profissional para maiores de 14 anos;
    • implantação de cursos de alfabetização de adultos;
    • auxílio financeiro e material em situações de emergência (incêndios, desabamentos, enchentes).

    PARTICIPAÇÃO POPULAR NA ADMINISTRAÇÃO

    Nos quatro anos da gestão Olavo Egydio Setubal na Prefeitura Municipal de São Paulo, uma marca importante foi a preocupação com o envolvimento das comunidades na vida administrativa da cidade. Aproximar o cidadão da responsabilidade de gerir a cidade incluiu escutar seus apelos, convidá-lo a selecionar e classificar os problemas e, mais ainda, integrá-lo no tratamento dos mesmos. A criação da Política de Desenvolvimento Urbano e Melhoria da Qualidade de Vida dedicou especial atenção ao tema da participação cidadã. Descentralizar e regionalizar por meio das administrações regionais (ARs) foi imprescindível na implantação dessa política e proporcionou que São Paulo, a grande metrópole, pudesse entrar na década seguinte mais leve, mais dinâmica, mais moderna em suas estrutura e relações.

    Fontes:

    São Paulo, a cidade, o habitante, a administração: 1975-1979 – São Paulo, 1979.
    Cogesp/PMSP: Suplemento do Jornal do Arquiteto, janeiro de 1979.

  • 1975
    Eventos < 2 / 12 >
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    Prefeito novo a caminho

    5/2/1975: Convidado pelo governador Paulo Egydio Martins, o nome de Olavo Setubal surge pela primeira vez na imprensa cogitado para ocupar o cargo de prefeito de São Paulo. Anteriormente, o governador pensara em Olavo Setubal para a Secretaria da Fazenda. Com o convite, o governador resolve um sério problema político: a escolha de alguém para o Executivo municipal que agradasse governistas e oposição. Pela Constituição vigente à época, a escolha de prefeito deve ser aprovada pela Assembleia Legislativa cuja maioria é antigovernista. O convite formal é feito no dia 6 de fevereiro e aceito imediatamente.

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  • 1975
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    Aprovação unânime

    10/4/1975: A indicação para prefeito é aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, com 64 votos. Os líderes da Assembleia são Nabi Abi Chedid, pela Arena, e Alberto Goldman, pelo MDB. Para assumir a Prefeitura de São Paulo, Olavo Setubal demite-se de todos os cargos que ocupa, entre eles o de diretor-geral do Banco Itaú e o de membro do Conselho Monetário Nacional.

    Crédito: Marcio Arruda/O Globo
  • 1975
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    Prefeito de São Paulo

    16/4/1975: Olavo Setubal é nomeado prefeito de São Paulo por meio de decreto assinado pelo governador Paulo Egydio Martins. A cerimônia de posse acontece no anfiteatro do Palácio dos Bandeirantes, às 16 horas. Na abertura do seu discurso, o prefeito saúda São Paulo como “cidade predestinada à grandeza” e assume o compromisso de tornar a cidade mais humana, democratizando o acesso a bens culturais, educação e recreação, oferecendo ao paulistano uma maior qualidade de vida urbana no que diz respeito à saúde, ao saneamento básico, à segurança, entre outros. Na sua pauta de prioridades, a preocupação com a urbanização desenfreada, seus efeitos sociais e ambientais, e, ainda, a ineficiência do sistema de transportes públicos.

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  • 1975
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    Primeiro decreto

    17/4/1975: É assinado o primeiro decreto do mandato de Olavo Setubal. O de no 11.963, que trata da reforma administrativa da prefeitura. É criado um conselho para agilizar os trabalhos e descentralizá-los. Os atos da reforma preveem a simplificação dos atos administrativos, o enxugamento das atribuições de diversos órgãos municipais e a redução quantitativa de projetos a serem executados. No que diz respeito ao salário do funcionalismo, fica determinado que os aumentos não poderão exceder os índices oficiais de reajuste, beneficiando os funcionários que recebem menores salários. Em síntese, a reforma procura dar maior fluidez à máquina administrativa com foco em três pontos considerados críticos: a reforma da própria estrutura, o desenvolvimento dos recursos humanos e a implantação de sistemas operacionais mais modernos. O organograma administrativo adotado perdura até os dias atuais.

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  • 1975
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    Nasce a Secretaria Municipal de Cultura

    1975: Desmembrada da Secretaria de Educação, a nova Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo revitalizou a participação da prefeitura em eventos culturais. Com base no lema de Olavo Setubal de que “numa sociedade democrática, o acesso à cultura não deve ser privilégio das elites, mas direito de toda a população”, a repartição adotou diversas ações para massificar a cultura, uma das mais expressivas foi o aumento de atividades no Teatro Municipal.

    Graças à abertura de espetáculos populares, não necessariamente quanto ao conteúdo, mas ao novo público atraído por shows de preços reduzidos e até gratuitos, o Teatro atingiu o record de 40 apresentações por mês. Para garantir o bom funcionamento das atividades, a Orquestra Sinfônica, o Corpo de Baile e o Coral Municipal foram reorganizados.

    O Auditório do MASP – Museu de Arte de São Paulo – converteu-se na mais ativa sala de concertos populares, o Palácio das Convenções do Anhembi também foi incluso ao circuito artístico-cultural e outras medidas foram empregadas como a apresentação de espetáculos nas estações de metrô, bibliotecas ambulantes e reforma de salas de teatro municipais em diferentes bairros da capital.

  • 1975
    Eventos < 7 / 12 >
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    Plano de Educação Infantil é implantado

    1975: Após análise das causas dos altos índices de repetência nas séries iniciais do primeiro grau, a prefeitura compreende a necessidade urgente de implantação da pré-escola, equiparando a educação infantil ao mesmo nível de importância do ensino básico. É criado então o Plano de Educação Infantil, permitindo o acesso à pré-escola na rede municipal de ensino e integrado organicamente ao ensino das séries iniciais.

  • 1975
    Eventos < 8 / 12 >
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    Começa a reforma do Martinelli

    5/1975: A prefeitura desapropria o Edifício Martinelli. Inaugurado em 1934, o prédio –marco arquitetônico paulista e primeiro arranha-céu da América Latina – chega aos anos 1970 em grave processo de deterioração, transformando-se numa favela vertical que abriga cerca de 4 mil famílias. Por falta de instrumentos legais, a intervenção oficial torna-se difícil, mas uma lei municipal de 1975 equipara a desapropriação à obra de reurbanização, o que permite a evacuação do prédio. O domínio do local passa à Emurb, como condômina majoritária. Ao lado dos antigos proprietários, que optam pelo rateio da reforma, ela dá início às obras.

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  • 1975
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    Inauguração no metrô de São Paulo

    26/9/1975: É inaugurado o trecho que vai da Liberdade até Santana, na linha norte-sul do Metrô. Colocá-la em funcionamento foi o primeiro grande desafio da gestão do prefeito Olavo Setubal, sendo necessário recrutar e qualificar pessoal, otimizar sistemas de segurança e amplificar sua área de influência. Em fins de 1975 surge a integração metrô-ônibus, com tarifas acessíveis. Com a adoção dessa medida, o número diário de passageiros passa a 600 mil por dia útil.

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  • 1975
    Eventos < 10 / 12 >
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    Passeios Ciclísticos pela Cidade de São Paulo

    29/09/1975: Primeiro Passeio Ciclístico oficial da Cidade de São Paulo. Os passeios foram idealizados como parte da proposta da Prefeitura de humanizar a cidade por meio da criação de áreas de lazer e massificação da prática esportiva. A fim de alcançar este objetivo a Secretaria Municipal de Esportes foi dividida em dois setores: Unidades Esportivas e Promoções Esportivas e Lazer, a primeira responsável pela construção de centros recreativos e a segunda de por em prática ideias, como a dos Passeios, fornecidas pela Prefeitura.

    Os Passeios Ciclísticos foram um grande sucesso, reunindo milhares de pessoas e perdurando durante toda a gestão de Olavo Setubal. Além do prazer de poder desfrutar da cidade de bicicleta, os participantes também disputavam prêmios oferecidos para os colégios mais numerosos, aos melhores uniformes e a bicicleta mais original entre outros.

  • 1975
    Eventos < 11 / 12 >
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    Implosão do Mendes Caldeira

    16/11/1975: Com técnica inédita no país, é implodido o Edifício Mendes Caldeira, que dá lugar às obras de construção da Estação Sé do Metrô. A implosão é consequência de uma redefinição do traçado da linha leste-oeste. Inicialmente, ela passaria abaixo da norte-sul e, mais adiante, sob o Rio Tamanduateí. Para baratear os custos, determinou-se que o cruzamento com o rio seria feito em elevado e, consequentemente, a linha leste-oeste, acaba por passar por cima da norte-sul na Estação Sé. Como a escavação do túnel comprometeria as fundações do edifício, optou-se pela implosão.

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  • 1975
    Eventos < 12 / 12 >
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    Manutenção da Cidade

    1975/79: “A manutenção da cidade não é uma tarefa que sobressaia, (…) mas talvez seja a tarefa mais séria de uma administração”. A frase de Olavo Setubal ilustra claramente que para o bom funcionamento de São Paulo é indispensável cuidado especial com os trabalhos destinados a sua conservação: coleta de lixo, varrição de ruas, manutenção do asfaltamento, da iluminação pública, dos parques e jardins, limpeza dos córregos e das galerias de águas pluviais, pequenas obras de prevenção e reparação. Um exemplo de melhoria foi a reforma efetuada no Grande Lago do Jardim da Luz, a primeira em 165 anos.

    Ademais, a Prefeitura inovou ao elaborar um plano de conscientização sobre a importância da boa conservação das áreas verdes da cidade: 600 mil exemplares da revistinha infantil “Mônica – Um Domingo no Parque” foram distribuídos em escolas.

  • 1976
    Eventos < 1 / 6 >
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    Nasce a CET

    1976: É criada a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a fim de replanejar o sistema viário e o fluxo de veículos e pedestres da cidade. As técnicas avançadas propostas para este órgão possibilitaram o alcance de resultados no melhoramento do fluxo do trânsito e também nos custos públicos, uma vez que se reconsiderou a substituição em investimentos na construção de vias para troca de sinalização, ações de fiscalização e monitoramento.

  • 1976
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    Lei do Solo Criado

    1976: a administração do prefeito Olavo Setubal defende, por meio do projeto de Lei do Solo Criado, outro tipo de urbanização para a cidade e de uso do solo urbano. O objetivo é desvincular o direito de propriedade ao direito de construção, além de prever que cada edifício construído corresponderia uma área livre em outro ou outros terrenos. As consequências deste projeto seriam, entre outras, um controle maior da ocupação do solo do município, atingindo níveis adequados para a manutenção da qualidade de vida dos habitantes, um modo mais igualitário de urbanização e a criação de fundos para obras de interesse comuns.

  • 1976
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    Ruas de Lazer

    15/02/1976: inauguração das Ruas de Lazer, projeto da Secretaria Municipal de Esportes, fruto de uma preocupação com a massificação da atividade física e do lazer, uma vez que era crescente o tráfego de veículos nas ruas. São Paulo era “uma cidade sem praias, densamente construída”, nas palavras do próprio prefeito, que defende, neste e em outros projetos, a prática de exercício físico e a diminuição do uso de automóveis.

    No entanto, busca-se também a aplicação de ações com custos baixos e que a comunidade participasse do processo, a partir de facilidades institucionais. As Ruas de Lazer funcionam aos domingos, das 8 horas às 18horas, fechando ruas com disponibilidade de tráfego e a partir da aceitação da comunidade.

    Nas Ruas de Lazer, há a prática de várias atividades pelas crianças, como xadrez, futebol, voleibol, skate, ciclismo e pebolim, e a presença de um monitor (que, com o aumento da demanda por Ruas de Lazer, estudantes universitários conveniados ao projeto Rondon assumem esta função), além de um guarda de trânsito. O projeto também conta com o apoio e a participação de sociedades de amigos de bairro. A gestão chegou a contabilizar 130 Ruas de Lazer no município, e a ideia serviu de modelo para outras cidades.

  • 1976
    Eventos < 4 / 6 >
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    Visita inédita ao Largo São Francisco

    11/8/1976: Olavo Setubal é o primeiro chefe do Executivo a visitar a Faculdade de Direito do Largo São Francisco desde 1964. Na ocasião, inaugura o parlatório denominado informalmente de território livre. Em seu discurso, o prefeito saúda os estudantes da faculdade e seus ideais de liberdade e combate aos regimes totalitários e presta homenagens aos governantes e intelectuais brasileiros que passaram pela instituição de ensino. Ao final da cerimônia, o prefeito é aclamado pelos estudantes que lançam seu nome para o Governo do Estado.

  • 1976
    Eventos < 5 / 6 >
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    Inauguração do Parque do Carmo

    19/09/1976: É entregue ao uso da população o Parque do Carmo, a maior área verde transformada em parque público até então. Em uma área comprada pela prefeitura no bairro de Itaquera, o Parque do Carmo faz parte do programa de aquisição e manutenção de áreas verdes da cidade, assim como ampliação de estratégias para aumento de oferta de lazer para a população de bairros periféricos.

    Em julho de 2012, por iniciativa da Prefeitura de São Paulo, o Parque do Carmo passa a se chamar Parque do Carmo Olavo Egydio Setúbal, em homenagem ao prefeito que decretou a criação do Parque. Em dezembro do mesmo ano, houve a solenidade da mudança do nome e também de entrega de novas instalações, sinalização e equipamentos, como placas informativas e empréstimo de bicicletas.

  • 1976
    Eventos < 6 / 6 >
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    Projeto prioriza o pedestre no centro de São Paulo

    9/1976: É lançado o projeto Ação Centro, que pretende dar a prioridade de circulação ao pedestre em áreas adensadas do centro da cidade. No início do programa a ação impedia o fluxo de carros em algumas áreas, mas, com a aceitação da população, são construídos calçadões para a circulação exclusiva de pedestres na área central, como nas áreas do Pátio do Colégio e da Praça da República, além da revitalização dos viadutos do Chá e Santa Ifigênia. No sentido de humanizar a cidade, esta ação também torna o centro mais acolhedor para a população, faz do convívio entre o espaço e as pessoas algo agradável, com instalação de bancos, telefones públicos, iluminação adequada e até mesmo floreiras, integrando também pontos turísticos e marcos históricos da cidade, como a nova Praça da Sé, inaugurada por Olavo Egydio Setúbal, além de proporcionar segurança para a caminhada, sem o risco físico e a poluição sonora e ambiental dos veículos motorizados, afastando o homem da máquina. Dentro do programa também foram previstas rotas exclusivas de ônibus coletivos, uma vez que este meio de transporte é o mais utilizado pelas pessoas que frequentam o centro.

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  • 1977
    Eventos < 1 / 3 >
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    Censo Escolar volta depois de 43 anos

    1977: É implantado o Censo Escolar de São Paulo, 43 anos depois que o último foi realizado, em 1934. 10.820 professores voluntários visitam cerca de 2 milhões de residências, com o intuito de colher dados que otimizem o planejamento educacional do município. O Censo encontrou 2.495.354 habitantes com até 18 anos de idade. Destes, mais de 1 milhão não frequenta a escola.

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  • 1977
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    Museus de Rua

    25/01/1977: Inaugurado em homenagem ao 423° aniversário da cidade, o Museu de Rua, nome oficial Museu Histórico da Imagem Fotográfica da Cidade de São Paulo, foi uma iniciativa inovadora da Secretaria Municipal de Cultura como uma forma de estimular a educação popular direta.

    Com o objetivo de utilizar recursos históricos como um instrumento para a compreensão da realidade, foram instalados 17 painéis fotográficos com 1,80m de altura que instigavam a curiosidade e aproximavam do passado a população que transitava pelos calçadões do Centro. As fotografias, quase todas de Militão Augusto de Azevedo, retratavam cem anos antes o mesmo local em que os painéis foram estabelecidos.

    A primeira mostra, “Percurso Centro Histórico”, foi um sucesso tão grande que em junho do mesmo ano foi inaugurada a segunda exposição, “História do Anhangabaú e Viaduto do Chá”. Mais duas tiveram lugar em 1978.

  • 1977
    Eventos < 3 / 3 >
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    Futebol na praça

    07/1977: a administração do prefeito Olavo Egydio Setúbal também contou com episódios curiosos, que nasciam de demandas improvisadas da população. Um exemplo deles foi a institucionalização do jogo de futebol, ou melhor, pelada, na Praça Dom José Gaspar de garotos que trabalhavam no centro da cidade como office-boys. Não há registro de um princípio exato dos jogos, mas na imprensa foi noticiado que em julho de 1977, a prefeitura, a partir de uma linha de trabalho para humanizar a cidade e de ações na área do lazer e esporte, decidiu institucionalizar a pelada na Praça Dom José Gaspar, a fim de garantir a segurança dos que jogavam, assistiam e para os demais transeuntes, com sinalização e orientação, para evitar tumultos, que já estavam ocorrendo.

    Organizaram-se os jogos nos limites de um campo pintado no asfalto, colocaram traves, e até começaram a se formar times com uniformes, patrocinados pelos comerciantes. O número de equipes cresceu tanto que foi necessário fazer um torneio no Parque Anhembi, com 724 equipes, chamado Futeboys.       

    A pelada, no entanto, terminou em agosto de 78, pois uma mudança do tráfego na Avenida São Luiz fez com que os veículos passassem justamente pelo campo.

  • 1978
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    Novo serviço de transporte coletivo é implantado

    1/1/1978: É implantado um novo serviço de transporte coletivo, após seu projeto de reforma qualificativa previsto em uma Lei de 1976 aprovada na Câmara Municipal. O projeto previu, entre outras ações, a recuperação da Companhia Municipal de Transportes Coletivos, a reativação do sistema de ônibus elétricos, a criação de faixas exclusivas para a circulação e a integração metrô-ônibus.

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  • 1978
    Eventos < 2 / 4 >
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    Mudança de sinalização

    1978: é implantado o programa de mudança da sinalização de trânsito da cidade. O objetivo final é padronizar a sinalização tanto na comunicação visual como no uso dos materiais e montagem. Assim, a nova sinalização pretendia uma eficiência nos custos públicos, pois a padronização racionalizaria os processos, e também uma eficiência na comunicação na cidade inteira, promovendo clareza nas informações de trânsito e melhores condições de visibilidade e leitura, ou seja, normas específicas para colaborar na fluidez e na educação do trânsito.

  • 1978
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    Inauguração da Estação Sé do Metrô

    17/02/1978: É inaugurada e entregue para a população a Estação Sé do Metrô. Com as obras da estação, empreendeu-se também as obras para a revitalização da Praça da Sé. Esta foi uma obra de conjunto, projetada para comportar um movimento diário de 1 milhão de pessoas, tanto no centro como no sistema metroviário. Para a construção da estação, foi necessária a implosão do Edifício Mendes Caldeira, técnica inédita do país. Esse conjunto de obra ficou conhecido como a maior obra urbana conhecida até então. A obra foi pautada na preocupação de melhor servir o homem, tanto em sua mobilidade como em qualidade de vida. A obra tinha como vocação transformar aquele espaço para promover as diversas manifestações públicas da população de São Paulo, desde atividades artísticas, religiosas e políticas. É um projeto de integração, pois a Estação Sé integra as linhas Norte-Sul e Leste-Oeste, assim como a Praça da Sé é o marco-zero da cidade, além de abrigar dois pontos de referência da cidade: a Catedral e o Tribunal de Justiça.

    Houve também a construção de um lago artificial nos patamares, colocação de bancos, instalação de nova iluminação, elaboração de um projeto de paisagismo. A fim de preservar a memória, alguns equipamentos foram apenas restaurados, como os postes de luz. Essa nova Praça da Sé também fazia parte da Ação Centro, com o intuito de oferecer calçadões aos pedestres para distanciar mais o homem da máquina e renovar ambientalmente o centro.

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  • 1978
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    Eminente Engenheiro do Ano

    12/12/1978: Olavo Setubal é agraciado com o título de Eminente Engenheiro do Ano 1978 em cerimônia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Em seu discurso, Setubal se diz honrado com a condecoração e alega: “o êxito que me foi dado alcançar deve-se, segundo creio, à aptidão para compor e dirigir equipes de homens extremamente capacitados, inúmeros dos quais engenheiros. Compartilho com essas equipes, por dever de justiça, a honraria que hoje me chega às mãos (…).”

  • 1979
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    Mais inauguração no metrô de São Paulo

    10/3/1979: Inauguração da linha leste-oeste do Metrô. Com a implantação desse trecho, replanejado para servir de base de uma efetiva integração do transporte coletivo urbano, o metrô de São Paulo passa a assumir sua função de transporte de massa rápido.

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  • 1979
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    Complexo Aricanduva é inaugurado

    11/3/1979: Inauguração do Complexo Aricanduva e conclusão da canalização do rio de mesmo nome numa extensão de 6 quilômetros. Beneficiando mais de 2 milhões de pessoas, a segunda maior obra da gestão (a primeira é o metrô) foi pensada para melhorar a circulação de veículos dos bairros densamente povoados da região, como Penha, Itaquera e São Miguel Paulista, além de proporcionar acesso mais rápido da zona leste aos municípios de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos, contribuindo para desafogar o trecho inicial da Via Dutra.

    A construção do Complexo fez parte do projeto de implantação de avenidas nos fundos de vale até então desprezados pela cidade. Dois dos principais desafios da Gestão Olavo Setubal eram desafogar o trânsito paulista e criar novos espaços habitacionais. A solução foi juntar os problemas em um único plano criado pela Secretaria de Vias Públicas em 1975: a construção de vias arteriais.

    O Projeto substituiu o plano original de uma rede octogonal de vias expressas ao redor de São Paulo por ser mais econômico, possibilitar a canalização de rios e possuir um viés social já que incluía a construção de sistemas de coleta de esgotos e saneamento básico, o que tornou as áreas habitáveis.

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  • 1979
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    Diploma de Reconhecimento Público

    11/3/1979: Olavo Setubal recebe Diploma de Reconhecimento Público outorgado pelo Conselho Coordenador das Sociedades Amigos de Bairros, Vilas e Cidades do Estado de São Paulo.

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  • 1979
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    Símbolo de São Paulo, Martinelli é reinaugurado

    1979: O Edifício Martinelli é reinaugurado, após quatro anos de reformas. O prédio passa a abrigar repartições municipais, como Emurb e Cohab.

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  • 1979
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    Inauguração da reforma no Pátio do Colégio

    Pátio do Colégio

    01/07/1979: o prefeito Olavo Setubal inaugura o novo espaço do Pátio do Colégio, que, após um período de reurbanização com incentivo da prefeitura, passa a contar com calçadões para maior circulação de pedestres, bancos de jardim, arborização e uma reformulação da iluminação a gás, com postes semelhantes aos do século XIX. Neste processo também foi direcionado um espaço para o Museu Padre Anchieta, que passou por um processo de restauração, e também foi realizada a construção de uma nova capela, mantendo o estilo arquitetônico semelhante da original, mas que foi inaugurada posteriormente.

  • 1979
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    Olavo Setubal deixa a prefeitura de São Paulo

    12/7/1979: Termina o mandato de Olavo Setubal. Preferido de Paulo Egydio Martins para sucedê-lo no governo de São Paulo, é preterido pelo governo militar em favor de Paulo Maluf. Após a decisão do governo federal, Olavo Setubal se posiciona pela permanência na política e desfiliação da Arena.

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